Não lhe dá medo quando a pergunta encontra a resposta?

Gostaria de acreditar mais, pra não dizer inteiramente na aleatoriedade, no acaso, nas coincidências. É assustador pensar no pré-definido e justificado, como se tudo fizesse parte de um plano e tivesse um sentido maior. Sei que ao optar por essa via, meus atos já urram a contradição em minhas sinapses - assim como o atrito sempre desafia a inércia, me parece que o "sentido" vai gastando-se ao rilhar-se com o "não-sentido", e daí um deles para. Aí quando toda essa massa de noções está submersa, uma conversa à toa parece se inserir num contexto mais amplo, num contexto maior: de novo na gaiola da ordem e do destino; então o caos ganha uma aparência esfacelada; o artista que antes me parecia a encarnação do ímpeto, violência cega e liberdade, agora parece nulo e borrado, como a tinta que tinge a cela.

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