Alguns pontos: pensar bastante, medir. Por um período anterior, apreciava as paixões, hoje, se me percebo apaixonado, há o movimento de "pára, respira, verifique se é isso mesmo a ocorrer". Quanto peso não joguei e quanto não me jogaram, por uma ilusão "salvadora". Sem que haja salvação ou perdição, ou Paraíso, e mesmo que haja, é um tanto demais pedir a alguém para arcar, mesmo que dividido com isso. Bancar a/o nietzschianx? 'Toh fora. Não à toa faleceu sem sanidade, moído por seus próprios sentimentos. Mas uma noção me vêm mais lúcida, após horas e mais horas ouvindo e pensando no conceito de Leviathan, October Tide, Katatonia, Daylight Dies: queira viver pouco ou muito, potencialmente suicida ou não, não pode ser motivo para estragar sua qualidade de vida. Querer se matar e virar um junkie ou alcoólatra não deveria ter uma relação tão direta; exista ou não outra forma de consciência depois dessa, essa vida é única, e mesmo querendo viver pouco, esse pouco deve ter uma qualidade aceitável, algum senso de dignidade, como um bom livro, porém curto.
Não recordo agora porque certos animais hibernam - sei que tem a ver com o inverno severo, para sobreviver até a primavera, mas analogamente não acho que passei por um inverno. Tive vários, mas 2018, 2017, não foram isso, mesmo com seus altos & baixos; mas agora, com uma gota cética de esperança, acho ter sido uma pausa necessária - como já disse noutra vez, um preparativo para achar uma nova escuridão.

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