Acerca de

 

   Em essência, o título quer dizer "Sobre", " pensando X com base em tal assunto". Faz tempo que não me dedico a escrever pra cá - minha Vida se tornou uma "caixa", um compartimento que está dentro de algo que na boa, quero esquecer, mas devo ter ainda uns 10 textos que deixei guardados.

   A Blogger é uma plataforma que esteve em voga até meados de 2010, que em paralelo com minha Vida, deve ter sido a última época na qual eu parava pra ler com um volume superior a um livro/mês, mas hoje em dia, quem liga pra esse lugar? Ademais, permaneci aqui, apesar disso; cheguei nesse lugar em específico em 2013~2014, algo assim (não, não irei consultar com precisão enquanto escrevo, não agora, e não irei retificar depois); no entanto tive um Blogger anterior, o qual perdi a senha, logo eu que sempre anoto essas coisas. Se eu morrer amanhã, ainda sairão textos até 2027; se não me engano, devo ter uns 10 programados, mas da série X/26, não encontro a meada, que começa no 19. O texto de #21, salvo equívoco, trata de voz, canto, fala, e simplesmente não consegui avançar no tema, dói pacas. Tal qual Sarkhan, o homem-dragão no universo de Magic the Gathering, 'stou muito distante do que já fui, ao menos nesses termos da voz/canto, e pelo fato do último texto a ser pronto ter que tratar disso, travei. 

... talvez meu ganha-pão nos dias de hoje, pudesse ser esse, mas fui por demais negligente, e hoje sou apenas uma massa disforme de lamentos surdos. Tudo está meio ruim, meus gatos, exceção aos mais inocentes talvez, tristes; a casa em sombras e poeira; assim como Sarkhan, sou uma sombra, sem centelha, sem dragão. Tal qual ele, por vezes penso em glória, ostentar poder, potência, mas sou um homem simples, se fosse parar na Sibéria ou Alasca ou Svalbard hoje, desde que tivesse um carro, não ligaria de andar 100 km pra pegar comida. Guardo ressentimentos sim, mas não da mesma forma que um dos meus heróis da ficção.

  Devo ter ainda uns 30 anos de vida, talvez 40, mas poderia repetir meu pai, encerrar mais cedo, decretar "falência". Cansa ter que resolver tanta coisa. O "Homem no Estojo", de Tchekov, teve seu habitat num caixão, "They Die" do Anathema, se não me engano, também aborda isso. Paz. Permanência. Previsibilidade. Estagnação. Paz. As guerras constantes, como a água gelada das correntezas contra você, o gelo é bom, mas cansa, e desistir é a única Vontade. Nem todos Impérios resistem, existem "quebras" das quais não se volta mais, ou, na melhor das hipóteses, não se recupera nunca mais. Até onde consegui descobrir, demorou 14 anos até que meu pai não agüentasse mais, e sucumbisse - um reino que não deu conta de seus pecados - "Fall - I Will Follow"; quando será minha vez, deixado de lado todo sentimento de orgulho e desejo, toda lembrança, lamento e sonho - pai, seu desgraçado! Quando será por fim minha vez de ser esquecido?

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