"Digna de ser Amada"
Tossed into my mind, stirring the calm
You splash me with beauty and pull me down
'Cause you come from out of nowhere
My glance turns to a stare
Obsession rules me, I'm yours from the start
I know you see me, our eyes interlock
'Cause you come from out of nowhere
My glance turns to a stare
One minute here and one minute there
Don't know if I'll laugh or cry
One minute here and one minute there
And then you wave goodbye
Sifting to the bottom, every day for two
All energy funnels, all becomes you
'Cause you come from out of nowhere
My glance turns to a stare
One minute here and one minute there
Don't know if I'll laugh or cry
One minute here and one minute there
And it hurts inside
One minute here and one minute there
And then you wave goodbye
*************
Não é porque você se foi, que isso significa que você ainda não esteja aqui:
As paredes aguardam brancas, mas menos brilhosas, lembranças escorrem por elas, manchando-as com tristeza; hoje sou um homem que tenta ter um presente, semana 'pós semana, mas todos os dias que desperto, tormento após tormento, seja no cansaço, seja no repouso, me percebo dono de muitos passados, mais do que meus dedos conseguem contar, e nenhum futuro. Boa parte dos dias passados que meus poucos dedos contam, a contém, senão a maior parte, senão todos. Eu já fui pior do que sou hoje, infelizmente, e justamente na fase de nossa intersecção.
Sua voz, mesmo sem você a emitir, reverbera nos meus tímpanos, ecoa como o canto distante de uma sereia, mas pelo visto, meu barco está longe demais, ainda sim, naufrago; isso é como uma engrenagem, um torniquete a apertar meu coração, até o insuportável de saudade, até os olhos a sangrar. Minhas falhas são pagas com meu próprio sangue - o flerte de um homem-ruína, herdeiro de um pai louco com uma uma mãe inocente, a minha coroa reluz como uma vontade eclipsada, uma potência incompleta; tua imagem, teu corpo como um fantasma em meus braços, sexo machucado, amor julgado, falhas e falhas, um vazio que é uma trilha de luminares, a mancha da pobreza nas estrelas pequenas que brilham no meu céu escuro, sob nossa constelação.
... você, "digna de ser amada", e eu "proveniente da terra da Luz"; eu não passo de uma droga de estrangeiro dentro de meu próprio nome; vontade fraca, minhas lágrimas congelam; meu erro é pago com meu próprio sangue, minha própria vida, que gostaria que acabasse; eu queria ir embora, acabar com isso, acordar do pesadelo ou dormir para sempre; agora entendo que isso é breve demais; eu sou só uma pessoa, feita de ossos e sentimentos e defeitos, e, logo me vou, antes que minha consciência dê conta, antes que eu a aperte em meus braços novamente(?). Eu falhei com você. Falhei comigo. Falhei no mergulho em águas escuras, aquelas que são o habitat dos mistérios e amor. Falhei em tocar seus pés, em usar toda minha austeridade com o rictus, pra dizer o quanto admiro sua força; falhei em tirar sua casca... você não pode ser forte todos os dias, você não é a Diana, armada com braceletes e chicote; eu poderia tê-la ajudado nisso, tirar o peso de sua capa real, como bom escudeiro que sou, como força de rei que meu respirar conduz a meus músculos.
Eu Falhei com você, mas não é porque não está aqui, que não esteja aqui, todos os dias; a consciência obedece regras diferentes de espaço-tempo - por hora sou os destroços de minha própria displicência abertos e espalhados em algum chão, como um corpo suicida alguns momentos após a queda. Me vejo, me culpo, respiro, ando: aos 10, queria ser testemunha do tempo - três vezes isso passaram-se, e tornei-me testemunha de minha própria vida e de sua partida, seus trejeitos, e lembranças monolíticas que não consigo mover. A Cathexis tatuada em meu espírito em fogo e marca inapagáveis.
Eu falhei com você.
"E tudo se torna você
Não sei se vou rir ou chorar
E dói por dentro
E então você acena um adeus"


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