Uma variável controlável
Eu sonho algo
sonho, algo
que se faça presente
em que
aquilo pelo que luto
E aquilo pelo que jamais eu morrerei
unidos sempre
mortas eternamente e sempre sentindo dor
Meus pés tensos e descalços
Caminham sobre a Terra
Microceleste
Algo pesado e triste
Como uma procissão
Como por tudo em seu lugar, após uma brincadeira desastrada,
Depois que os brinquedos estão quebrados?
Não me fira, não me fira: eu apenas não sei viver ainda, mas meus olhos são doces
meu abraço, apertado, quente;
tudo há de ser cicatrizado;
minhas preces suas guardiãs,
minha vontade, aliada sua
Seu coração como um corvo ferido, querendo me bicar;
lembra-se de quando nos comparamos com animais, você com aquele sorriso de anos atrás?:
disse que era eu do mar, como um náutilo, e você disse "lagosta"
um "animal mole",
... você, se viu como uma ave no céu. Se isso for verdade, foi um evento raro termos nos tocado, não?
Talvez você sempre tenha se percebido como algo acima da terra:
a ave
eu o cavaleiro, você o anjo,
e eu como algo subterrâneo -
um ser marinho, algo de outra ordem,
igualmente não-terrena, mas diversa, abaixo,
por vezes até abissal e lenta.
...
imaginei na época você como um albatroz, você me disse outra ave.
eu te entendo, eu lamento;
um tentáculo solitário, uma força expressiva;
weathered;
teu cantar singelo, tuas queixas, teu olhar,
teu fugir, teu buscar;
Na espera d'uma bênção,
tal qual deidades nórdicas,
eu sonho, lamento, sinto
sonho, corro, lembro
sonho e lembro
sinto, corro
sonho;
horas que não acabam;
um coração vestido de pedra, mas partido - é isso não é mesmo?
tão mole quanto uma lagosta,
tão focado como um albatroz;
as fibras de seu coração estão como? As minhas estão rotas. Ninguém escolhe suas palavras por acaso;
você é como uma escola em chamas (?)
e pelo visto, garotos não podem chorar,
nem que seja para apagar o fogo na base das lágrimas. E tenho eu uma barragem inteira delas. Meus olhos são seu oceano.

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