Às vezes tentando remendar todos os pensamentos num ser só,
numa coisa com unidade, vida e coerência, mas me parece que unir um fluxo
grande de ideias é como fazer um Frankestein: é elaborar um monstro que ficará
te perseguindo mais tarde, cheio de remorsos e perguntas sem resposta.Penso no
destino, e aí a palavra se bifurca: falo de destino como caminho fixo a ser
traçado sem conhecimento prévio ou de destino como o ponto final somente? Não
sei a resposta. Pra mim, todos os eventos já aconteceram: o mundo já acabou a
muito, muito tempo, o que acontece é que ninguém notou ainda; aí em sequencia
vem a Fênix, penso nela e em seu ciclo,
a imolação, o preparar da pira, que é caixão e berçário a um só tempo. Se me
incendiasse, será que trilharia esse destino? Nas luzes que meu corpo
alimentaria talvez descobrisse alguma resposta, mas aí teria que queimar para
valer, sem deixar vestígios desagradáveis, somente quarto grau pra cima; após
isso, sei que há outros mistérios: (D)eus é responsável só pelo planeta Terra,
sistema solar, galáxia ou o quê? Irei reencarnar? Acho que deveria ter amado
mais mulheres, com mais intensidade, e visto melhor o nascer do Sol - ...Tão
calmo............................................................................
Essa vida mata... Corroer, corromper - a sombra do futuro se projeta e com ela
o caminho, um dos caminhos, extinção, esquecimento. Vontade de incendiar-se.
Funeral narcisístico.
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