"Void"




Não existir, antes mesmo de se tomar consciência disso; existir, ter certeza de suas escolhas, de sua visão, de que está-se vivo - num primeiro momento, parando pra pensar, vem aquela concepção sem análise alguma, uma espécie de ato caprichoso: estar vivo é algo como um sonho, lampejo, um coma, um "brainstorm", que surge de forma quando não aleatória, quase aleatória, disfarçada entre (as supostas) escolhas.

Se unir ao vazio, ou antes a tentativa de ser isso, e ir para além: além de escolhas, além de consequências, além de objetivos. Quando se entende que uma luta não é um jogo, que na última instância não há vencedores ou perdedores, a luta perde sentido ou ganha outro sentido muito diferente do original. O vazio não deve ser preenchido. Vezes penso que deve ser ampliado ou remanejado.

Todos tem medo do vazio, sua figura monolítica, tornando em nada a materialidade; perpassando o peito de todas as crenças com sua Longinus.

Vida Morte Brevidade; o Não-Vazio se deixa levar no jardim dessas árvores, como um plátano ao vento, insistindo em não cair. Sua cor muda, empalidece, enegrece; qualquer memória disso irá para o exílio junto com nossas considerações póstumas.

Quando o Universo cessará e dará silêncio a consciência? Esse momento já aconteceu e jamais deixará de existir.




Página do ilustrador/fotógrafo da segunda imagem: http://nihil-nihil-nihil.deviantart.com/

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