Porquê Tanto Ressentimento
O amor é a casa daquilo que é frágil: ele morre de quase tudo e nasce de quase nada. O nosso nasceu de uma brincadeira boba sua, e morreu de umas dez causas diferentes.
Eu a procuro em cada fraqueza minha e sua. Em cada silêncio, lembrança, sorriso, reflexão e dor. Um dia frio e um café me lembram seu abraço; um banho demorado, as mágoas que lhe causava ao fazê-la esperar. A ofensa provocada em minha irmã no dia de seu aniversário; as palavras duras ditas sem olhar em meus olhos, as palavras duras que eu escrevi sem olhar em seus olhos, as promessas não cumpridas, as promessas quebradas. Minha humilhação, seu desconforto. Temos fraquezas diferentes agora, logo, amores diferentes, até que algo venha e os mate. Não consigo esquecer seu tom de voz, suas conversas sobre os convites pra tocar - uns declinados, outros a pensar. Os vídeos seus guardados no notebook que ainda não te paguei; os abraços...
Se tivesse condições, tudo que gostaria é de estar com você selada em meus braços agora - paz e contradição, ossos saturnais ardem. Escrever tudo de novo e melhor.
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Essa é uma resposta que demorou mais de dois anos pra chegar; me perdoe ser tão lento; na verdade, pela minha leitura foi mais desatenção que lerdeza - sei que o contexto de sua vida é outro hoje, já não 'stou ao seu lado, talvez eu seja apenas uma lembrança que quer esquecer, uma página virada e talvez arrancada - e isso já tem quase dois anos também. Sua vida está diferente, imagino.
...Hoje sonhei com você mais uma vez, fazia um tempo que isso não acontecia; e também sonhei ontem e anteontem. Quando a vi pessoalmente, não tive como dizer isso, nem perguntar se eu também aparecia nos seus sonhos de quando em quando. Essa situação, esse texto, pode acabar machucando outras pessoas, ou te afastar ainda mais, caso você seja uma das poucas pessoas que freqüentam esse espaço aqui, visto que meu último texto teve menos de 10 leitores..., mas não é por mal: meu coração está cheio disso - no sonho de hoje, estávamos distantes um do outro, fazia Sol; conversamos por meio de algo como um telefone, mas não era isso; sei lá do que se tratava, mas de alguma forma eu a ouvia, e você me explicou algumas coisas. Eu sei que a cara de meu afeto, tem uma face que lembra um menininho com falta da mãe, e isso além de brochante, não parece legal ou saudável/sustentável a longo prazo. Eu sei que a aparência do que carrego é algo assim para você, mas acredite: não se trata disso. Há algo por debaixo da casca da aparência, mas você consegue perceber?... Me desculpe, mas eu 'stava ferido, tanto quanto você; deveríamos ter falado isso com o cuidado merecido no começo: tentamos ser acolhedores um ao outro, e não apenas um "casal bonito pacas" (coisa que éramos de fato, apesar de nossos defeitos, e apesar d'eu estar gordo na época), mas "só" isso não era o bastante: os machucados me cegaram, e em você, a tornaram insegura. Mas passou não é mesmo? Às vezes me parece que faz uma década que não a vejo, mas faz menos de três meses na verdade - eu não sei o que isso significa, mas gostaria de vê-la de novo. Lá atrás, no nosso primeiro ano, foi você que me incutiu essa reflexão sobre o tempo, sobre parecer pouco e muito em simultâneo, como algo que é as duas coisas e ponto - tudo sobre você têm essa marca, como algo ancestral e algo inédito d'uma só vez; talvez seja porquê apesar de vivida, seu espírito é em essência muito jovem, mais do que você pensa; enfim: obrigado por isso - pena isso só ter mexido comigo agora, tarde demais pra poder gastar uma tarde ou noite te perguntando mais sobre o assunto.
No sonho você estava distante, e disse pra mim, não com palavras, por meio de uma outra forma de comunicação, que estava feliz, ao menos por hora. O que vai acontecer com a vida de quem te gosta, quando você não estiver mais assim? ... Não posso acusar você: seu coração é grande, e você é uma mulher de fibra; é uma pessoa um tanto fechada, é verdade, mas sob minha óptica, essa fachada protege uma luz muito especial. Eu 'stava ao lado de tudo que queria, mas não percebi. A falta de inteligência e/ou sensibilidade, é um câncer, e quando estava ao seu lado, estava eu com metástase pelo visto. Vou chegar lá. Creio, agora após mais de um ano e meio depois de nosso último dia, que a diferença entre remédio e veneno, como dizem, é a dose, e infelizmente nós somos muito ruins com doses, seja de afeto, atenção, tempo. Sobre tempo, se tivesse tido mais um pouco, coisas boas teriam acontecido, mas entendo seu cálculo de que aquilo não valia a pena, talvez tenha até tirado cartas seja de tarot seja cigano, pra saber sobre mim e algum bom futuro juntos, e as contas não fecharam. Quando olho para o que eu fui, e infelizmente, ainda vejo em mim muita bagunça, muita coisa fora do lugar, algo triste e difícil - o mínimo, com ou sem expectativa, dada a disposição que você teve em caminhar ao meu lado, era uma dose de reconhecimento, de consideração, e eu fui incapaz disso naquela época, infelizmente. Você deve ter pensado "não acredito que o Lucas fez isso comigo". Se serve de explicação, eu não tinha idéia do que estava fazendo, não de verdade - não conseguia ser diferente. Eu não sei se você notou, mas eu não fazia idéia do que fazer com meus sentimentos e impressões, e isso desde o começo; e disso, deu no que deu. Não existe relação na qual os dois não errem, ou estar ao lado de alguém com defeitos em comum por tanto tempo, mas sem querer puxar seu saco, não posso acusar você de algo como não ter tentado, nem fodendo, embora, sim, eu bata na tecla de que quando você se foi, na verdade pouco tempo antes, eu 'stava começando a entender as coisas. Mas entendo sua opção. Na verdade, concordo com seu ponto naquele momento: não é algo de minha conta, embora, ao estar ao lado de uma pessoa, você a tem inteira, com seu pior e com seu melhor mas me machuca pensar que houve quem teve abundância de tempo, tempo demais, tempo pra se achar e fazer o necessário, fazer as bases. Pra mim, houve pouco, e sim, 'stou reclamando, foda-se se é uma atitude infantil ou não, mas é fato, tive muitas chances, como você me disse, mas pouco tempo, teria sido melhor menos chances e mais tempo, pelo menos mais um aniversário ao seu lado. Eu fui "o que mais lhe deu trabalho", e veja onde 'stou, acho que 'stou enlouquecendo. De que adianta uma chance pra estar num ambiente que pede performance e/ou comprometimento, sendo que você no fundo nem mesmo entende o que isso significa? ... Você me deu chances de executar levantamento de peso, por exemplo, mas quanto tempo tive para preparar meu corpo para essa tarefa? Você me deu chances de correr uma maratona ao seu lado, mas é necessário mais de um ano e meio de preparo pra poder correr uma e, quando passou esse tempo e comecei a entender, você se foi; tive chances de fazer um show contigo tocando músicas complexas. Quanto tempo uma pessoa sem experiência demoraria pra aprender isso, pra pegar os mapas e gravar em si todas as músicas, tocando-as com maestria? - isso se não as recusar e nunca querer tocá-las. Infelizmente ou felizmente, você e eu não éramos uma música simples, não éramos um punk rock caseiro ou uma baladinha: se fôssemos um estilo, seria um progressivo talvez, uma música longa, com várias sessões e/ou camadas, como um "Us and Them" ou com harmônicos sofisticados, como "Blurry", talvez um post-grunge, talvez algo com dissonâncias, um avant-garde, mas de uma beleza singular e estranha, ou nada disso: apenas uma música longa e um tanto monótona, sei lá; no entanto, no final eu estava entusiasmado pra aprender essas músicas, entende? Dezembro foi a nossa elegia, em dezembro eu 'stava despertando, apesar de toda tristeza que nos rodeava. Eu ainda guardo o laço bege da cerveja que você me deu no natal; a árvore branca que quis montar com você, mas recusou. Aquele natal foi muito triste, mas 'stava feliz de estar ao seu lado ...Onde quero chegar é que a dose de tempo que me foi dada, não foi suficiente, dada a tarefa que nossas naturezas prescindiam, enquanto que houveram pessoas que tiveram tempo demais, e não, não sou melhor que ninguém que esteve ou está em sua vida, mas você também errou comigo e num dos aspectos, mesmo reparando minha tomada de consciência, esteve essa coisa do tempo. Eu entendo de verdade seu ponto, e o contexto da época, mas não foi legal o modo como aconteceu, as palavras não-ditas. Nem as seqüelas. Você me disse que não gostava de insistência, isso antes de não a ter mais como contato - você entende que o pouco que tenho foi por meio de insistência que obtive?, que essa era a ferramenta que tinha na época? Não foi minha intenção repassando a época, a irritar, nem perturbar pessoas ligadas a você, mas eu estava desesperado, meu coração doía muito. Nunca a quis ver pra ameaçar ou fazer algo ruim, e eu sei que Senhor... Eu devo ter sido MUITO irritante naquele momento; mas em resumo era tristeza, e o peso daquilo em contraste com os dias anteriores muito bons (mal sabia eu...), com tão pouco tempo pra que fizéssemos mais um ano juntos... Aquilo me tirou do eixo, completamente. Você não tinha que me dar mais tempo, a vida é sua, e não é obrigada a ficar, e puxa vida... Eu não facilitei as coisas pra nós... Fico parecendo a droga de um mendigo de atenção, lamentando por você ter feito uma escolha que a pareceu mais acertada, justa, porque cacete, eu a magoei muito, e você não queria ser machucada emocionalmente de novo; mas eu, e você sabe, me odeio por ter pisado na bola com você e não é orgulho ferido, como acusou tempos depois, provavelmente com base em alguma conversa de outrem - se eu soubesse o que caralhos é esse tal orgulho, eu 'staria nessa ainda? Ou sonharia contigo semana após semana? Eu nem sei que porra é essa de orgulho que tanto mencionou por um breve tempo; se soubesse, minha vida estaria melhor, mas você deve saber... Mesmo com minhas más ações, há os sentimentos por e sobre você, e como pode ver, não escapo deles, nem ontem, nem hoje. ... Apesar de tudo o que houve, eles são legítimos. Lamento ter feito com que você saísse de minha vida; ... eu que empurrei você pra fora, infelizmente, e fico pensando em como eu a tratei como algo sem importância, mas eu mesmo não me tratava melhor que isso, e ao menos disso, certamente você sabe.
...Houve um filme que vimos juntos, um dos poucos sugeridos por mim, no qual o protagonista tinha um "irmão" gêmeo, e sua esposa descobriu - na verdade, se tratava de uma cisão: uma das personalidades era infiel, a outra preocupada e protetora. Eu lembro que quando fomos ler a explicação sobre o fim do filme, você ficou um pouco decepcionada: eu não sei se é por trabalhar em coisas mais práticas a tanto tempo, ou sei lá ao quê, minha percepção talvez falsa aponta isso: as camadas "finas" de realidade, parecem pouco relevantes pra você. Talvez isso mude quando tiver um filho, e você passe a ligar para isso, talvez não, mas não lhe impressionou o modo como o filme expôs a natureza das personagens, nas figuras dos gêmeos e da aranha, que era o senso feminino da esposa do protagonista. Me soou muito sofisticado; no entanto, pensando um pouco, aquele filme pode tê-la marcado, ainda mais tendo sido um filme baixado por mim: talvez pra você aquilo era uma exposição de minha natureza pra você: o cara que adora e o cara infiel, que não está nem aí, e visto que tendo um, há os dois, pode ser que algo no seu inconsciente, me ligando a essa personagem, contabilizou que não valia a pena esse tipo de coisa. Eu acredito que após esse inferno pelo qual 'stou passando, não há mais essa secção, ando tentando fazer as pazes com todos os meus lados. Não é fácil. Lembro de um meme que me mandou brincando, que dizia que cavalos indomáveis eram castrados; talvez sua brincadeira para comigo, tivesse um fundo de verdade; talvez como em "Na Natureza Selvagem", que não conseguimos assistir inteiro juntos, mas eu li como é o final, você tenha me achado um alienado que está condenado a morrer solitário no meio de uma busca que transcende ele próprio - o protagonista desse filme era bom com palavras, mas ruim de conexões, e talvez você tenha proposto esse filme para me dizer o que você achava que eu era - e na vida dele, o amor, o companheirismo pedia um nível de persistência que talvez por analogia você considere pouco compensatório: é arder de febre pra segurar a pluma de um anjo - algo precioso, pequeno porém, e talvez você queria ou queira algo de volume maior e menos árduo, mesmo que de valor diverso. Talvez por isso, pelo filme que iniciou esse parágrafo, me acusou de nunca estar 100% em nada - essa sua frase me machucou muito, mas é coerente, você viveu comigo, pode fazer esse tipo de juízo. Eu concordo que na época, eu era algo assim. Eu não me entendia muito bem, mas sabe, isso é normal, e você também passou ou passará por esse processo. Tem gente que passa a vida inteira sem se entender, e nisso, acaba machucando as pessoas e a si mesmo. No sonho de hoje, você estava distante, fazia Sol como no filme que citei, vi prédios um tanto desolados e todos vazios, e ouvi algo que era como sua voz. Vi uma figura dracônica também - o que será que isso significa?
Você estava bem, pelo menos foi o que me disse no sonho, e acredito em você, e também, fico feliz por isso. Talvez eu precise de mais tempo nessa situação. Queria ter te visto no sonho de hoje, como acontece às vezes, assim como foi no de ontem, e não apenas tê-la ouvido.
Eu torço para que um dia, sem mágoas, possa dizer pra você palavras melhores que essas. Onde trabalho, vira-mexe vejo situações horríveis entre pessoas que se gostam ou se gostaram; como é possível? Eu ainda não entendo isso. Eu lamento não ter sido seu amigo dentro da janela que tive, ter perguntado qual kit de baquetas gostava de usar, ou seu sonho mais antigo, ou qual era seu maior medo, ou ter planejado de verdade um passeio legal, ter caminhado pela manhã contigo - algumas dessas coisas até perguntei, mas elas não ficaram semeadas na alma, deveria ter perguntado mais, destrinchado os assuntos, perguntado "nossa, mas como foi isso?", ou "e quando se aposentar, pretende fazer ballet?", "se eu tivesse sido demitido da empresa, qual era seu plano para nós naquele ano?", "você ainda quer algo na área de educação?". Poderia ao invés de ter gasto dinheiro com lixo, tê-la levado a algum lugar legal, comido japa ou feito um passeio - claro que a pandemia atrapalhou, e pra caralho por sinal; não fosse ela, e com a melhora de minhas finanças que estavam acontecendo no começo de '020, tenho certeza que o dia dos namorados daquele ano teria sido muito especial pra nós dois, teria a levado pra algo para o qual desde que começamos eu imaginava a levando, teria comemorado nosso começo oficial comendo lámen, como eu havia prometido, mas nunca cumpri; as coisas em seus termos práticos, antes que tudo desandasse, estavam achando seus trilhos - teríamos sido uma boa ou quem sabe ótima parceria; mas com o que tinha, e do modo como aconteceu, eu não a levava pra sair nem pra ver as árvores perto de casa. Acredita que eu havia me esquecido de como se faz esse tipo de coisa? ...Me desculpe por isso. Eu 'stava totalmente displicente. ...Gostaria de ter ouvido sua voz falando comigo e, essas coisas, bom, eu era capaz disso - no entanto na época até isso eu havia desaprendido, essa articulação com quem está ao seu lado. Como você me disse em nosso primeiro ano, eu "não sabia o que era intimidade de verdade". Eu tinha um receio muito sério das palavras e das expectativas e dos compromissos, e ora vejam... fui tragado por essas coisas. Que droga isso... Eu não sei viver, nunca soube, e infelizmente mesmo com você ao meu lado, não aprendi. Eu não consegui dizer pra você como gostava de sua presença, de você... depois de tanto desprezo não intencional, porque na verdade, eu retia as palavras e pensamentos dentro de mim como se fosse uma barragem, precisei de muito álcool pra poder soltar um "te amo". Acho que minhas palavras até aqui explicam e respondem sua questão: por isso, tanto ressentimento, porque eu era apenas uma criança mal crescida e idiota, ainda sou, talvez por isso sempre digam que aparento ter uma idade muito inferior, porque isso transpassa do espírito pro corpo e, apesar de ter meus sentimentos por você, eu não via nada na minha vida como algo além de um passatempo. Nada. E não tem como ser comprometido ou íntegro em passatempos, por natureza eles são soltos, desagregados. Ao me auto-observar, me parece que muito de minha vida congelou num dado momento, já passados muitos anos, dentre os momentos nos quais percebi que eu estava condenado a repetir de ano, mais uma vez. Muito de mim ainda está lá, eu 'stou um pouco preso lá ainda, logo, 'stou perdido no tempo, e o cara que você namorou, não era muito mais velho que aquele. Eu não sabia o que fazer com meus sentimentos e comportamento, pra mim, tudo era apenas um tipo de diversão, e a brincadeira acabou no momento no qual perdi você. Eu tive um grande sofrimento anos antes, seis anos antes, também causado por mim mesmo, e você mesma disse que ela, minha outra companheira está ótima, e que você também ficará. Eu não quero ser o vilão, eu nunca quis, me detesto por isso, e isso dói muito, mas por outro lado, fico contente de você estar bem, apesar de suas palavras terem me machucado muito, talvez na mesma medida que minhas ações fizeram com você, talvez um pouco mais, visto que você está bem, e quem pôs as balas em sua arma, fui eu próprio. Não são balas comuns, elas têm as pontas ocas, para que cada projétil me deixe desfigurado.
Eu adoro você; mesmo que não sendo pra mim, foi bom ver você tanto no meu trabalho tocando, sempre tão bonita, quanto nos sonhos. Eu torço pelo dia no qual quem pagará o café, será eu. Eu torço pelo dia no qual eu a abraçarei muito apertado, e direi "está tudo bem". Eu lamento por, ao menos por hora, sermos apenas lembranças um para o outro, mas como póde verificar pela minha atividade aqui, eu a 'stou tratando como uma das minhas lembranças mais queridas e complexas. Você conseguiu o que queria: a chave de meu coração, uma pena a casa ter se encontrado num estado tão ruim, que não deu pra você ficar. Espero que entenda. Gostaria de saber o que acha desses sonhos.
...Por isso havia tanto ressentimento: eu achava que a vida daquela época e um relacionamento, eram um tipo de distração dessas dores todas e da vida ordinária, que achava que era algo separado da vida com você. Tratei a nós com pouco respeito, porque pra mim, estar com você não era a própria vida, era um tipo de descanso dessa, um repouso no qual fiquei a dormir e fazer coisas inúteis ao invés de te estudar e demonstrar que você não era algo a parte, mas sim parte de minha vida, e mais, algo importante nela. Mas eu não compreendia isso; não tem como ter respeito por aquilo que não se entende. Eu errei feio.
Com admiração, carinho e perplexidade, de seu querido Erro, sua renitente falha, ou talvez, apenas do cara que você acusa de ser seu ex maluco e/ou desequilibrado nas conversas de bar sobre o coração: a sua história de como superou a vida após essa Falha. Talvez, da mesma forma que a pandemia foi uma falha de trajeto, talvez eu tenha sido a sua falha, no trajeto de suas emoções. Gostaria de ser um acerto, algo bom, ao invés de uma decepção ou dor-de-cabeça. Você deve saber o que sinto - lamento por ter sido dessa forma. Não queria que tivesse sido assim, mas eu não entendia. Lamento.
Com afeto.
L. J. Santana


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