Mundo+Enforcado (2112)
Passei o dia na cama, entre a perturbação e o sono, vivenciando apenas as miragens e segredos que o inconsciente compartilha. Várias e várias vezes, não queria estar vivo: anos atrás, quando tirava fotos com minha Sony de bolso, e achava que isso me levaria a algum lugar, dei de encontro com a angústia mais de uma vez, e algumas ilusões amorosas, tudo disfarçado nas fotos em preto & branco que eu tirava. Ainda sim, nesse ponto, eu era um homem um tanto melhor, mas quando houve o advento dela, já não tinha mais câmera. Nunca usei meus olhos de angústia pra tentar enxergar a alma dela, e enfim compreender que aquilo não era ilusório. Ironicamente, eu que me tornei ilusório, como um corpo em chamas, cremado até aspergir como geada. Isso não está certo. Quando que acendi a tocha e joguei na pira? Por quê me vem uma garota Fênix em meio esse caos? Caos calmo, como um derramar seguro; inicialmente castanho como lenha que aquece, posteriormente, vermelho me devora. Eu errei sobre seu sorriso: ele não é discreto, ele é lindo.
Profanado e escuso, mãos de xerox, lembranças batendo contra metais, adora-a feito deusa; vermelho e sorriso às 21:12, ainda não cheguei ao oráculo; minha ausência em 11/06, suas imagens, meu coração numa fagulha. Como numa hora de Rush, não consigo me mover mais do que alguns metros por hora.
"Veja como ele canta como um coração triste
Penso como minha vida poderia ser
Eu não acho que poderia surportar
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