"Para quem afio minhas garras? Para quem o novelo se desfaz?"

Por anos a fio pensei tramar uma trama silenciosa e sutil, traumática, 

costurando os lábios (durante uma sinfonia)

Disfarce falho e atroz

Meu sangue - minha crueldade

Meu desrespeito - minha condição

(artificialmente solitária)

As linhas soltas, cheias de nós

A veste não veste

Garras guardadas


A investida ensaiada não é feita,

continuam a me espreitar

meus dias jazem

Como novelo em chamas


III|I|XVI

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