XIII/XXVI
D'uma forma ou d'outra, uma ponte só existe para ligar lugares que 'stão distantes, ou que seriam perigosos de se percorrer se não houvesse esse meio; há pontes muito firmes, muito frágeis, pontes de uma noite só, pontes que parecem impossíveis. A ponte se rompe, alguém cái, esse é o risco de atravessar um Destino que não é o seu (?).
...Em min'h'istória, 'pós a ponte se romper, ela 'stava animada apenas por um fio de vida, mas o brilho de seus olhos não era mais o mesmo - quis permanecer em sua companhia, e tentei atravessar a ponte com ela (que considerou tal ato como um gesto não sensato - melhor tratá-la como passado "jamais te esquecerei", disse); na hesitação, caiu, se feriu, e o responsável fui eu, por meu choramingar e insistência. Uma escolha: um amor pra sempre guardado, mas também sem quedas, ou o oposto e suas seqüelas. Tornou-se o segundo caso, aberto e com inúmeros ferimentos.
O fio de sua vida, ao menos um trecho, também caiu, e agora cá comigo; de retorno, também me encontro vazio, passos e mais passos, como 'steve você naqueles dias após retroceder em sua travessia, e ao menos parte de ti, ao cair, deixou esse espólio e com isso, esse fragmento se encontra por mim guardado e vivo.
Pode ser que demore por demais que a ligação se restabeleça, que a ponte seja novamente erigida ou costurada, para uma nova travessia, talvez em mais tempo do que o que me resta de vida. ...Eu também cairei, talvez também farei a ponte se romper, de propósito, apenas para lhe geminar os passos, ou talvez porque em Verdade, ao tocar o que sobrou de sua Vida em mim, não possa mais prosseguir. Eu também cairei minha queda. E dela retornarei vazio.
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