ela dança sua existência, com segredos, deleite e olhar curvado sob arcos:
filmo-a;
estranha paralaxe,
tudo silencia num momento
para numa brevidade, haver nova eclosão.
Filmo-a: s'olhos são janelas d'alma, as minhas estão trincadas agora -
o serpenteio de seu corpo se imiscui em meu eco austero,
meu pedal funéreo,
minha presunção genuína;
o que acontece quando algo pretensamente prestes a morrer sempre, se alia e atrai-se
a aquilo que está pretensamente prestes a viver sempre?

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