Já falei sobre sua dança, sobre seu jeito, sobre seu sorriso; sobre o fato de (achar) que não 'stou apaixonado.

Ouvi que "uma pessoa como eu não faria bem pra você"; "sou uma pessoa difícil"; "você é muito figura"; "loko"; "palavras bonitas", "sou muito traumatizada".

Imaginei os frutos que seriam advindos: viagens, trocas, afagos. Conflitos, desencontros, tédio; ou ainda certo estranhamento por parte de seus amigos e amigas. Viver uma cultura muito diferente da minha própria, embasada em outras coisas - ou me sentir contente, por ver que por trás da aparência há similaridade e alguma redenção.

Dancei com a sombra de cada expectativa, e de quebra, olhei para os quartos vizinhos e ouvi as canções que tocavam por lá.

Por quê de minha obsessão? Por que 'stou hipnotizado? Por quê? ...

Imagino a distância, e isso dói. Imagino a não correspondência, e isso dói. Imagino que poderia fracassar, e isso dói. Penso em afetos que não correspondi, e sinto a (suposta) dor deles, me imagino como em seu lugar, passando pelo que fiz outras passarem.

Não pedi pra ficar fascinado. Lamento. Sou excêntrico, sei; ou antes, pareço ser. Tento não ser insistente e ao mesmo tempo, perseverar e horas penso em te esquecer, desencanar. Não consigo, ou não quero. Isso dói.

Vejo suas fotos, fantasio dias e situações; em seu perfil, descubro pelas letras de uma amiga sua que "nem horrível vc fica horrível". Concordo.

Tive um amor breve, que me alimentou e aqueceu, e isso já passado um tempo que te gostava, mas sem coragem para conversar; considerei-me incapaz para você; é irônico ver-me assim, pois deveria ter parado de sonhar com você, uma vez que estava alimentado e quente. Logo eu... Que droga.

Achava que me sentir assim era coisa dos 14, 16 anos, que já se foram faz tempo - não consigo crer que passado tanto tempo, estou a sentir isso de novo.

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