"A Fatalidade das Montanhas"
Aqui, num lugar qualquer longe dos contatos atrevidos das pessoas, cabeça nas nuvens, ou o mais próximo que possa chegar disso. É conveniente: pessoas não tem o hábito de olhar para cima.
As pedras choram sozinhas, as cicatrizes permanecem em sua crosta, sem recrudescer: cada ferida se torna uma tatuagem, logo, não há "superação" alguma, e feridas se tornam ornamentos.
O firmamento passa acima.
O destino dá chuva, sol, tempestade; uma mera rocha que anda junto com a Terra em torno do Sol, e nada me foi explicado ainda. Estático, conduzido, (extático?). Vejo gente desaparecendo, nascendo, horas de espero e desespero.
Sua falta, seu cheiro, sentir...sua petrificação;
da matéria das lápides, rija e impenetrável - meu coração não-pétreo, duro como um funeral;
rictus irônico: seus lamentos ecoam, por lugares que talvez nem existam.
Pontiagudo como uma montanha: uma protuberância, um lamento que se ergue no meio de uma pradaria;
dias calmos de sol, dias nublados e abraços nas noites mornas;
o longo trajeto 'té sua morada, e a viagem longa;
decepções, discussões, pretextos, monotonia, altas esperanças. Também estava confuso;
tristeza e esperança; a empatia da perda e dos sonhos.
Adeus por enquanto.
Essa história segue, com os desejos passando como nuvens no céu, acima dos olhos das montanhas e sua glória que se destaca em minha cronologia - não é possível esconder seu advento.
As histórias e estórias passam e chovem, relampejam, choram; sozinhas no mesmo lugar as pedras pranteiam.
"Aqui reside minha sepultura
envenenado com receios"
Trilha sonora/Soundtrack:
Ava Inferi - "A Glimpse of Sanity"/"Fate of Mountains"
Portishead - "Seven Months"
P.O.D. - "Goodbye for Now"

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