Todas as coisas acontecem em algum lugar - ainda que talvez esse lugar único seja a mente, a cabeça e uma imaginação sem muitos limites; há um filme antigo cujo nome não recordo, no qual um dos protagonistas, apaixonado por física, encerra o filme mostrando uma semente a seus alunos e perguntando o que eles veem - falam "uma semente", ao que ele responde "eu vejo possibilidades". Isso está ali, salvo e guardado nos cofres da mente.
Possibilidades - das mais diversas, umas piores outras melhores para cada dia e evento dessa tal de vida; já pensou saber como seria cada uma? Seu desfecho e a forma, a resposta para aquela pergunta "e se..."
Pensar dessa forma pode ser um tipo de escapismo, pode ser uma busca por um certo lugar, chamado "Akashic", pode ser uma forma de por a própria vida, varrida, para debaixo do tapete dos dias comuns, e esquecer tanto dos cacos, quanto de sua suposta integridade.
Hoje, olho em panorâmica: me imagino aqui ontem/hoje/amanhã e penso sobre meu desaparecimento; como num zoom reverso, me amplio até a cidade, da cidade ao país, deste para a Terra, desta para o sistema solar, galáxia, cosmos, e vejo a dimensão, menos que ínfima de tudo, Sou menos que um átomo ou vazio, pulsando na vastidão dos dias pisando na terra.
Na visão do desaparecimento, no dia da extinção, tento achar a justificativa para o abafamento de meus dias e dos eventuais dias de outros, que mesmo tentando, não sinto.
As vezes acho que a vida é o manisfesto da individualidade, ao passo que a morte, é quando encontra-se o coletivo - como átomos para moléculas. Acho que quase tudo que não seja inerte é mais coletivo que individual, mais morte que vida, se for utilizar esse ponto de vista, essa associação.
Como a neve ou a chuva que ignora os segredos da superfície terrestre, angústia, escapismo e morte, cobrem a superfície da vida supervalorizada.
Trilha Sonora: Swallow the Sun - Forgive Her
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