IIII/XXVI
Ter Sonhos, um Caminho entre duas Realidades, o primeiro a modificar o outro; se ao acordar, os cenários e acontecimentos que ocorrem a olhos cerrados, se encenacem quadro a quadro, tendo a ti como testemunha? Teria um acesso de susto, ou um pavor poderoso e lento lhe tornaria gelada a espinha?; Por vezes penso que seria um óbvio óbito; se dentro da onírica vejo membros mergulhando em enegrescência, e outras coisas aterradoras, dificilmente sobreviveria presenciando coisas desse tipo.
... Sonhas com maravilhas, elas acontecem, mas a que preço? Por vezes penso: talvez a própria Realidade seja um sonho, e os mesmos que temos quando se deita, são esses sim a Realidade, ou um fragmento dessa - ou são apenas mais uma camada, uma camada de manutenção.
O alimento concebido, a projetar-se do travesseiro para o cotidiano, o mesmo para chamas intermináveis, para as águas que afogam até os céus, para amores e pesadelos. Mas talvez o que mantenha a vida ainda aqui se manifestando, sejam esses, por piores ou impossíveis que sejam. ... Se ao cortar-se, mutilar a mente, pudesse jamais sonhar novamente, talvez o gume da espada seria o único caminho restante; tornar esse pesadelo do "Real", só silêncio e calma do sepulcro. Ter Sonhos realizados, poderia ser o mais aterrador dos pesadelos.
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