Ela me deixa confuso, mas sem querer me deixa um pouco contente. Não "rolou" - não mexi o suficiente com o coração dela para receber uma chance, fora que acho que ela prefere os caras mais "gordinhos", e cada passo que dou é um pouco como pisar em ovos, pois não sei se estou a afastando ou aproximando. Não estou apaixonado por ela. Eu acho. Mas sonho com ela, "estalqueio", rememoro nossas conversas. As vezes não consigo dar a ela uma conversa interessante, mas mesmo assim a carrego comigo.

Ela tem um dos sorrisos mais belos que já vi; quando vejo seus olhos, noto alegria, espírito jovem e tristezas ocultas; ela é clara, direta, mas ao mesmo tempo misteriosa, e me lembra um pouco uma de minhas várias "mães". As vezes paro e penso se poderia tê-la como companheira - ás vezes desvio o olhar da tela do computador e penso "ela não é pra mim", noutras penso "por que não?". Sim sei, ela disse não. Mas posso sonhar, não posso?

No começo ela não me chamou a atenção - achei bonita e só, nada mais. Um dia trabalhamos juntos, e ela me falou de um livro que estava lendo, e de leve, sobre sua decepção com o gênero masculino. Depois fui visitá-la no trabalho e ouvi a história de um touro que cheirava flores; naquele mesmo dia o sorriso que não havia reparado antes surgiu, e nunca mais saiu da minha cabeça. Na despedida, já perto de sua casa, um abraço e a vontade de beijá-la, que segurei. Estava saindo com outra garota e não me sentia capaz pra ela.

Depois outro trabalho, outra despedida e a vontade de estar com ela.

Me lembro de seu estilo, cheia de colares e brincos, sua exuberância. Pensava, e ainda penso que seriamos um daqueles casais diferentes, mas muito legais: Ross e Rachel de Friends, Leonard e Penny de The Big Bang Theory, Paty Maionese e Doug; nenhum da vida real, mas sei que eles existem por aí. Penso que poderia com meu jeito meio chato de ser, num abraço apertado abrir sua "casca". Podemos até não funcionar bem juntos, mas não sem antes rolar tanto afeto que a deixe sem jeito. Penso que ela poderia me chamar de "besta", enquanto lavo sua louça. Sei que há tantas formas de amar, quanto pessoas no mundo, como já mencionei antes - quantas formas poderiam haver entre ela e eu?

Escrevi uma carta, e ouvi que era fantasiosa, mas discordo: dizia que era bom em massagem, poderia fazer-lhe uma nas costas, para aliviar um pouco de seus problemas. Não há fantasia nisso. Poderia pagar um lanche bem gordo do Mac sem problemas e poderia também ligar os pontos das sardas de seu rosto com canetinha. Tudo isso é possível, não tem nada de fantasioso, tem de possível.

Ao mesmo tempo, penso e penso e penso. Em com quem me importo, e se me importo com você. Não adiantaria te encher de esperanças e naufragar, e talvez isso me fisgue ainda mais: pelo fato de você não ter paixão por mim. Não é paixão o que tenho, mas meu afeto é forte.  ...Será que serviria?

Não sei o que fazer.

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