O texto anterior, uma carta para um certo "Oskar", foi tirado de um outro blog; ao que tudo indica esse não existe mais pois procurei e nada dele; o imprimi cerca de quatro ou cinco anos atrás, e ao lembrar dele nesse ano, constatando que ele não existe mais, achei uma pena, e então publique-o.
M.K.P, o autor, jamais soube quem era ou é; frequentei muito pouco o blog dele e era sempre por conta desse texto. Fiz quatro cópias dele e dei a pessoas que por algum motivo considerei especiais e queria tocá-las: a minha professora de música, minha irmã e a uma garota por quem não sei dizer exatamente o que sinto (apesar de sonhar com ela). A quarta era minha. Pra ser sincero, talvez tenham sido cinco, pois minha ex pode ter ganho uma dessas, no entanto não me recordo.
Oskar é protagonista do livro "Extremamente Alto & Incrivelmente Perto" de Jonathan Safran Foer; um dos livros mais comoventes que já li. Tive o prazer de conhecê-lo graças a Alécio Rossi, do SENAC, e jamais esqueci, da palestra, da leitura, e de tudo que veio junto com aquilo. As vezes me acho parecido com o avô do protagonista - ou antes gostaria de sê-lo, por algum motivo.
Na história, Oskar perde o pai no 11 de Setembro, mas ele é só uma criança de cerca de 9 anos; no decorrer da história ele tenta de todas as formas lidar com essa perda. O que me faz pensar que a importância d'uma pessoa é algo difícil de ser mensurado; no meio disso, é contada a história dos avós de Oskar: sua avó solitária e seu avô, um homem sumido que não conseguiu mais falar. É um belo livro, recomendo.
Após tomar conhecimento desse livro, em 2008, criei a bandeira de que somente a arte, a religião ou uma outra pessoa pode salvar alguém. Hoje penso que talvez nenhum dos três, mas vale a pena imaginar.

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